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Educação financeira e investimentos para decisões mais seguras

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Mercado em foco — perspectivas para 1 de outubro de 2026

A Bolsa brasileira chega a esta quinta-feira embalada por um setembro que surpreendeu pelo lado positivo e por um pano de fundo externo que, pelo menos por ora, segue favorável ao apetite por risco. Mas o calendário não deixa esquecer: estamos a três dias do primeiro turno das eleições presidenciais, e isso muda a forma como qualquer notícia — boa ou ruim — é processada pelos preços.

O que ficou para trás: um trimestre de ganhos relevantes

O Ibovespa encerrou quarta-feira em alta de 1,37%, aos 186.340,46 pontos, após tocar máxima intradiária de 187.834,97 pontos. Com isso, setembro fechou com valorização de 5,03%, o melhor mês desde janeiro, e o terceiro trimestre terminou em alta de 8,32%. No acumulado do ano, o índice já soma 15,65% — um desempenho que coloca a bolsa brasileira em posição de destaque frente a boa parte dos mercados desenvolvidos. O dólar acompanhou o movimento de apetite por risco e recuou 0,81% na quarta, para R$ 5,172, com queda acumulada de 5,75% em 2026. É um retrato de real fortalecido, mas que convive com um evento de incerteza política logo na esquina.

O gatilho externo: inflação americana mais branda

Por trás da melhora recente está o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) nos Estados Unidos, que subiu 0,2% em agosto, abaixo da expectativa de 0,3%. O dado aliviou os rendimentos dos Treasuries e tornou ativos de mercados emergentes, como o real, mais atrativos frente a pares latino-americanos. Essa leitura também ajudou os futuros do S&P 500, que no início do pregão asiático desta quinta subiam cerca de 0,5%.

Exterior: sinais mistos e liquidez reduzida na Ásia

A Europa, no entanto, fechou quarta-feira em tom fraco — o Stoxx 600 caiu 0,5%, para 634,89 pontos, fechando o pior mês desde março, com queda acumulada de 2,5% em setembro. Já na Ásia, o quadro desta quinta é dividido: o Nikkei 225 avançava cerca de 1%, puxado pela recuperação de papéis de semicondutores após resultado acima do esperado da Micron, enquanto o Kospi sul-coreano abria em queda de 0,3%. Vale um alerta técnico: hoje é feriado na China (Semana Dourada), com Xangai, Shenzhen e Hong Kong fechadas, o que tende a reduzir a liquidez do fluxo asiático que costuma influenciar o pregão brasileiro. Outro ponto que chama atenção é a correção do ouro, que teve o pior mês desde junho, com queda de 6% em setembro — um lembrete de que o apetite por risco global está longe de ser uniforme.

Agenda do dia: atividade industrial dos dois lados

No Brasil, o calendário traz IPC-S, confiança empresarial e PMI industrial, além da divulgação da poupança e da Taxa Referencial (TR) de outubro. Nos Estados Unidos, saem pedidos de seguro-desemprego, PMI, ISM e dados de construção. Na Europa, é dia de PMI também. Não há reunião do Copom hoje — a próxima está marcada para 4 de novembro —, então o noticiário local deve se concentrar mais em atividade econômica e, inevitavelmente, em política.

Empresas: minério em baixa, proventos em alta

No radar corporativo, CSN e CSN Mineração devem seguir pressionadas após o corte nas projeções de produção de minério para 2026. Do lado positivo, o noticiário de proventos traz Celesc aprovando R$ 78,6 milhões em juros sobre capital próprio, Romi pagando R$ 0,28 por ação e Positivo captando R$ 120 milhões — movimentos que tendem a concentrar atenção em ações específicas mesmo num dia dominado pela macro.

O fator que realmente importa: a eleição de domingo

Nenhum dado de atividade ou inflação deve ofuscar o verdadeiro centro das atenções: o primeiro turno, marcado para domingo. A pesquisa Meio e Ideia divulgada na véspera mostrou o presidente Lula com 39,4% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 38,4% do senador Flávio Bolsonaro — um empate técnico que deixa o resultado em aberto. Ainda há pesquisas adicionais no radar, como DataFolha, Quaest e Palver, com divulgações previstas para os próximos dias. Cada novo número tende a mexer com juros futuros, câmbio e ações mais sensíveis a risco-país, numa espécie de ensaio geral para a reação do mercado ao resultado das urnas.

O que esperar da abertura

Com PCE ameno, futuros de Nova York em leve alta e um real que vem de uma sequência de valorização, o ambiente externo segue, por ora, favorável ao risco doméstico. Mas a proximidade do pleito deve limitar movimentos mais convictos: operadores tendem a evitar posições direcionais mais agressivas enquanto o resultado da disputa presidencial não é conhecido. Na prática, isso significa um pregão potencialmente mais volátil ao longo do dia, reagindo pregão a pregão — e, hoje, talvez hora a hora — a qualquer pesquisa eleitoral de última hora.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial de Maickel.

— Maickel, colunista de finanças

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