A semana fechou com o mercado brasileiro de olho nas commodities. Segundo dados divulgados pela CNN Brasil e pela Bloomberg Línea, o Ibovespa encerrou a sexta-feira, dia 24 de julho, em queda de mais de 1 por cento, pressionado principalmente pelas perdas em ações de peso do índice, como os grandes bancos e a Petrobras, num movimento puxado pelo forte recuo do petróleo no exterior.
Petróleo e Petrobras pesam no índice
De acordo com a Suno Notícias, o índice fechou em queda de 1,52 por cento, pressionado por Petrobras, Vale e o setor bancário. Já o dólar encerrou praticamente estável, cotado a 5 reais e 8 centavos, segundo o mesmo levantamento. A queda do petróleo no mercado internacional teve efeito direto sobre os papéis da estatal brasileira, que são um dos pesos pesados da bolsa.
Dólar estável, mas com cautela no radar
O câmbio, por sua vez, seguiu um comportamento mais contido. Conforme apurado pelo portal Divulgar Dinheiro, o dólar fechou estável, com leve queda de 0,06 por cento, refletindo um mercado que segue de olho tanto nas tensões comerciais internacionais quanto nas expectativas para o rumo da taxa Selic nos próximos meses.
O que esperar daqui para frente
Segundo análise da Rio Times Online, economistas já projetam a Selic encerrando 2026 numa faixa entre 12,4 e 13,5 por cento ao ano, um caminho de afrouxamento monetário ainda lento. Já o crescimento do Produto Interno Bruto é estimado numa faixa mais modesta, entre 1,9 e 2 por cento, o que tende a limitar o fôlego dos lucros das empresas listadas na bolsa ao longo do ano.
Para quem investe olhando o médio prazo, o cenário reforça uma lição de sempre: commodities como petróleo continuam sendo um vetor de volatilidade forte para o Ibovespa, dado o peso de Petrobras e Vale na composição do índice. Já a estabilidade do câmbio, mesmo em meio a ruídos internacionais, é um sinal de que o mercado ainda enxerga o real como relativamente ancorado no curto prazo.
Fontes consultadas
CNN Brasil, Bloomberg Línea, Suno Notícias, Divulgar Dinheiro e Rio Times Online.
Foto de capa: Carlos Muza, via Unsplash.
