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Resumo do mercado — 25 de agosto de 2026: petróleo em queda segura Ibovespa, dólar oscila e Yduqs dispara com rumor de fusão

O pregão desta terça-feira, 25 de agosto, repetiu um roteiro que já se tornou familiar aos investidores brasileiros nas últimas semanas: um Ibovespa tentando emplacar mais um dia de ganhos, mas esbarrando na volatilidade do petróleo e no humor cauteloso que vem de fora. O índice abriu em alta de 0,26%, aos 172.351 pontos, embalado pelo quarto avanço consecutivo registrado na sessão anterior, mas ao longo da manhã passou a operar entre altas e quedas, sem direção clara.

Petróleo pesa sobre Petrobras e trava o índice

O principal fator de pressão foi, mais uma vez, a queda do petróleo, que na segunda-feira encerrou uma sequência de seis sessões seguidas de alta. O Brent recuou 2,30%, a US$ 90,54 o barril, e o WTI caiu 2,35%, a US$ 85,01, movimento associado ao arrefecimento das tensões entre Estados Unidos e Irã — o mercado também monitora as novas sanções americanas contra Teerã e o baixo tráfego pelo Estreito de Ormuz. O resultado prático apareceu no balanço da B3: PETR4 caiu 5,19%, a R$ 42,00, e PETR3 recuou 5,09%, a R$ 46,83, puxando o índice para baixo mesmo em um dia de tentativa de recuperação. Nesta terça, a estatal seguiu como o nome mais observado, com a queda do petróleo novamente limitando o desempenho do Ibovespa.

Dólar sem rumo definido

A moeda americana também não encontrou uma direção única ao longo do dia. Pela manhã, era negociada a R$ 5,159 na venda, leve alta de 0,12% ante o fechamento anterior de R$ 5,1534, mas o movimento se inverteu ao longo da sessão, com recuo já perceptível no fim da manhã. Vale lembrar que, no pregão de segunda, o dólar comercial havia fechado em alta de 0,16%, a R$ 5,153.

Copom sem novidades, mas com expectativa para setembro

Não houve reunião do Copom hoje — a última decisão foi tomada nos dias 4 e 5 deste mês, quando a Selic foi cortada para 14,00% ao ano, o quarto corte seguido de um quarto de ponto. O comunicado, de tom neutro, não deu pistas claras sobre o rumo da política monetária na próxima reunião, marcada para 15 e 16 de setembro. É um detalhe que o mercado deve seguir monitorando de perto, já que qualquer sinalização mais dura ou mais branda tende a mexer com as apostas para juros e câmbio nas próximas semanas.

Yduqs dispara com rumor de fusão com a Afya

Do lado das ações individuais, o destaque absoluto ficou com a Yduqs, que chegou a subir mais de 12% em meio a rumores de uma possível combinação de negócios com a Afya. O Itaú BBA repercutiu o racional estratégico da operação, que poderia criar um líder em educação médica no Brasil, embora tenha recomendado cautela com o papel diante das incertezas que ainda cercam o negócio.

Outros nomes em evidência

A Lojas Renner virou notícia depois que a BlackRock informou ter ampliado sua participação na varejista, passando a deter cerca de 10,093% das ações ordinárias, além de posições em derivativos referenciados em ações que somam outros 3,196%. O PicPay surpreendeu positivamente com lucro líquido de R$ 269 milhões no segundo trimestre, alta de 78% frente ao trimestre anterior. A Vale sinalizou potencial para expandir a produção de minério de ferro em até 50 milhões de toneladas por ano, caso avance a exploração do bloco C, em Carajás. E a Suzano subiu cerca de 3,3% após revisão de preço-alvo por banco.

Cenário macro reforça cautela

No front doméstico, o IPC-S da terceira quadrissemana de agosto caiu 0,39%, mas acumula alta de 3,91% em 12 meses, enquanto a confiança do consumidor medida pela FGV IBRE recuou para 84,7 pontos, o menor nível desde novembro de 2022. Nos Estados Unidos, o índice de confiança do consumidor do Conference Board também decepcionou, e Wall Street operava perto da estabilidade, com atenção voltada para o balanço da Nvidia e o índice PCE, ambos esperados para quarta-feira, além do simpósio de Jackson Hole. É um conjunto de sinais que sugere um mercado ainda em compasso de espera, buscando pistas mais firmes sobre o próximo movimento dos juros — tanto aqui quanto lá fora.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial de Maickel.

— Maickel, colunista de finanças

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