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Educação financeira e investimentos para decisões mais seguras

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Mercado em foco — 6 de agosto

O pregão de quarta-feira (5) na B3 resumiu bem o momento do investidor brasileiro: cautela, olhos fixos no Banco Central e pouca disposição para grandes apostas antes de uma decisão importante. O Ibovespa fechou praticamente estável, com leve queda de 0,09%, aos 177.726 pontos, oscilando entre uma máxima de 180.194 pontos e uma mínima de 177.690 pontos ao longo do dia.

Selic corta mais um quarto de ponto

O grande protagonista da semana foi o Copom. Ao final da reunião de dois dias, o Comitê decidiu reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros a 14,00% ao ano — o menor patamar do ano. O movimento já era amplamente esperado pelo mercado e reflete a desaceleração recente da inflação: o IPCA-15 acumulou alta de 4,52% em doze meses até julho, sinal de que o processo de convergência para a meta segue, ainda que lentamente. Some-se a isso indícios de perda de ritmo da atividade econômica, e fica claro por que o BC teve espaço para manter o ciclo de cortes. A dúvida que fica para as próximas reuniões é até onde essa flexibilização vai — o mercado segue dividido sobre a continuidade dos cortes em setembro.

Petrobras pesa, bancos e varejo de saúde sustentam o índice

Do lado das ações, o dia foi de dois pesos e duas medidas. Petrobras foi o principal vilão: PETR4 recuou 1,39% e PETR3 caiu 2,08%, mesmo com o petróleo andando de lado no mercado internacional — um lembrete de que fatores domésticos, como expectativas em torno de política de preços e governança, continuam pesando mais sobre a estatal do que o cenário externo. Na ponta positiva, Itaú Unibanco subiu 0,67% após divulgar resultados do segundo trimestre considerados ‘sem surpresas’ pelo mercado — o tipo de tranquilidade que os investidores adoram em meio a tanta incerteza. Destaque mesmo ficou com RD Saúde, que disparou quase 6% na sessão, reagindo bem ao balanço do trimestre e mostrando que o varejo de saúde segue como um dos setores mais resilientes da bolsa neste ano.

Câmbio segue ancorado

O dólar fechou em leve baixa, cotado perto de R$ 5,12, mantendo a estabilidade que tem marcado o câmbio nas últimas semanas. Essa acomodação da moeda americana frente ao real não é um detalhe menor: foi justamente essa estabilidade cambial que abriu espaço para o Banco Central seguir cortando juros sem temer pressões adicionais sobre os preços via importação.

O que fica da semana

Ibovespa andando de lado, Selic caindo, câmbio comportado e resultados corporativos do segundo trimestre começando a ditar o humor das ações individuais — esse é o retrato do momento. Para o investidor de longo prazo, o recado é o de sempre: ciclos de corte de juros tendem a favorecer ativos de risco ao longo do tempo, mas a transição costuma ser mais barulhenta do que parece à primeira vista. Vale acompanhar os próximos indicadores de atividade e inflação para calibrar expectativas, sem se deixar levar pelo ruído de curto prazo.

Até amanhã.
— Maickel

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